A Serpe Heráldica.

Joalheria é um dos vários hobbies pelo qual me interesso.

Há algum tempo entrei em contato com essa técnica para fazer peças para colares ou a peça inteira, como braceletes, gargantilhas e anéis ajustáveis.

O corte das peças é feito em uma placa de latão como essa:

Brass plate

Via India Biz Source.

Na galeria de Joalheria tem outros trabalhos meus, mas hoje vim compartilhar uma peça baseada do desenho da Wyvern (Serpe) Heráldica! 🙂 Sempre achei que esse bicho fosse um dragão… >.>

Tirinha

Via NikiStix Deviant.

A Heráldica envolve os estudos de design de brasões de armas e escudos. Era considerada uma profissão nobre de uma época em que a diferenciação dos participantes de torneios e guerreiros em batalhas era primordial, era realizada pelos diferentes elementos do desenho de seus brasões. Mais tarde também foi considerada uma forma de arte, feita a partir no estudo de símbolos e significados contidos em um brasão.

A Serpe era uma figura bastante comum nessa forma de representação. É uma Serpe o réptil alado que geralmente possui apenas duas patas. (Aí que se diferencia do dragão, que tem quatro. Mas já li o termo ‘Wyvern Dragon’ em alguns lugares também). Olha aí uma:

Seroe William Moris

Via William Moris Tile.

Fiz essa de presente! Uma curiosidade é que normalmente as serpes na heráldica seguram o desenho central do brasão (uma de cada lado), mas ela sozinha é bem bonita também.

Por Cibele B. S. Andrade.

O que acham?

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Pintando a face de Hannya.

A máscara de Hannya é um dos modelos utilizados no teatro Noh e representa uma mistura de sentimentos de ciúmes, mágoa e tristeza de uma mulher que acabou por se transformar em um demônio.

Teatro

Via Ojisanjake Blog.

Existem algumas histórias sobre a origem da palavra Hannya.
Uma tradição diz que um monge de Nara, chamado Hannya-Bo, teria aperfeiçoado a criação da máscara.
Outra versão diz que o artista precisaria de uma grande sabedoria (que no budismo japonês se chama hannya). Ou ainda, a sabedoria seria um elemento muito
eficiente contra os demônios femininos, e portanto a relação da palavra com a máscara.

Acredita-se que essas máscaras tem o poder de espantar os maus espíritos, e são muito usadas como amuletos ou temas de tatuagem.

Tattoo

Via Haute Draws.

No Teatro Noh as máscaras são geralmente feitas de madeira, mas suas versões de amuleto, são muito comum em plástico.

Hanya madeira

Via Eletronic Education Enviroiment.

Outro dia eu converti este amuleto Hannya de para-brisa em um ornamento de de pendurar na parede com uma pintura que imita as máscaras de madeira e fixei a mini-hannya em uma base de madeira.

Processo

Aqui como ficou:

Hanya-Parede

Que acharam? 🙂

Um mini Hobby! Bones II Suporter.

Pintura de miniatura (ou Figure Painting) é um hobby pouco conhecido aqui a no Brasil. Como o nome sugere, envolve a montagem e pintura de modelos em escala, que podem ser figuras históricas ou de fantasia e ficção científica (que são muito usadas em jogos de tabuleiro e RPG).

As miniaturas são tradicionalmente de metal, mas podem vir em resina e plástico.

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Miniatura de fantasia vencedora de um concurso de pintura. Via Chest of Colors.

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Pintando uma figura de Napoleão de 54mm. Via Sheperd Paine.

Existem miniaturas para jogo em diversos tamanhos, mas são popularmente considerados miniaturas os seguintes:

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Via EnWorldRPG

No caso de figuras históricas ou militares são usada escalas que representam o quanto aquela miniatura foi diminuída em relação ao modelo original que a inspirou.

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Via Michigan Toy Soldier.

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US Dragoon, 1845, 90mm. Via Sheperd Paine.

O principal propósito das figuras de fantásticas é serem usados nos jogos de mesa, mas pintar miniaturas apenas pelo hobby já é opção de muitas pessoas que não jogam.

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Slawol, via Chest of Colors.

Para quem não tem interesse em fantasia, as figuras históricas oferecem possibilidade de reconstruir personagens famosos e até cenários de guerra de diversas épocas e países.

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Via Wikipedia.

Recentemente tive a oportunidade fazer um curso de pinturas de miniatura com o excelente Fabricio Fay, pintor gaucho que esteve em Brasília na semana passada. Essa foi a figura em que a turma treinou, um modelo militar da empresa Art Girona, especializada em figuras históricas.

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Ainda não tive tempo de terminar a minha, mas espero poder postar fotos aqui em breve.
Enquanto isso entrem no blog do Fabrício e vejam sem lindos trabalhos.

Pessoalmente, sempre fui fã das miniaturas de tabuleiro. E esse mês eu aderi ao financiamento coletivo da Reaper Miniatures, que está lançando uma segunda remessa de suas lindas miniaturas de fantasia em plástico. A linha Bones propõe diminuir o preço do material das miniaturas e manter sua qualidade.

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Via Sons of Twilight.

O Projeto Kickstarter pode ser visto aqui.

E aí, bora pintar umas figuras?

Um livrinho que qualquer criança faz.

Esse foi o título utilizado por um manual bem didático feito pelo encadernador brasileiro Renato Alarcão e publicado em um livro infantil.

É uma técnica simples de costura e dobra para criar livros simples, que podem ter os mais variados fins. Eu gosto muito de presentear amigos com livros, mas também os tenho para anotar pensamentos, sonhos, listas de compras, diário de viagem.
Fazer um livrinho com poucas páginas para cada viagem que você faz parece uma forma bem carinhosa de guardar boas recordações, não é?

Eu? Fiz esse para anotar sonhos:

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Ele foi feito em tamanho A5 com um papel de origami muito bonito que ganhei, a capa foi papel canson colorido e usei cordoneeé encerado para costurar as bordas.

E ainda compartilho o tutorial para que possa fazer o seu:

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Via Rosa Guimarães Flickr

Restaurado: Nutrição e Vigor.

Boa noite. 🙂

Há pouco fui incubida com a tarefa de restaurar um livro bem antigo de nutrição. Nesse post vou mostrar fotos do processo e os problemas que precisei resolver quanto ao estado que me entregaram o livro.

É interessante entender os problemas para identificar ações que podemos evitar para tratar bem nossa estante.

Neste recebi o livro com fita crepe colando uma lombada inexistente, páginas faltando, costura fragilizada pelo tempo e atrito com o livro, manchas (afinal também é um livro de receitas, sabemos bem onde e como eles são usados, haha), pontos de oxidação, capas de tecido sujas (ahh, a cozinha…), guardas industriais desgastadas.

Aqui o livro, para entenderem melhor o estado dele:

Bom, é interessante fazer observações a respeito de coisas que gosto de manter no trabalho (tudo o que consigo, na verdade). Mas reorganizei algumas coisas interessantes. A capa original foi mantida, ela passou por uma limpeza meticulosa, reintegrada e anexada com um couro exposto de mesma tonalidade. Optei por saldas duas guardas que estavam em melhor estado para manter partes do design original do livro, mas inseri ambas como páginas junto com o bloco de texto, no final do livro.

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Logo atrás delas criei uma pasta de papel neutro para acondicionar todos os milhares de post-its que estavam entre as folhas, que fazem parte do histórico de uso do livro.

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Achei o resultado final bem meigo. O que acham?

Devido aos bons cuidados com essa peça preciosa da estante agora podemos usufruir também de uma alimentação extremamente saudável, energética e fortificante! =D

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Reutilização de materiais na encadernação.

Boa tarde, o clima está chuvoso e perfeito para criar alguma coisa enquanto bebo uma xícara de café. =)

Por isso vim sugerir uma proposta interessante para pessoas que se interessam por encadernação é a reutilização de recursos.

Não digo que o material necessário para uma encadernação bonita seja caro, mas quem nunca ficou na duvida se deveria mesmo jogar fora um caderno do ano passado que ainda tem quase 50 páginas em branco?

Para isso apresento uma boa ideia para reaproveitar esse tipo de material:

Materiais
Materiais

Nesse post eu não pretendo colocar nenhum tutorial, mas somente a ideia e o produto final. Mas no futuro vou fazer tutoriais visualmente limpos e didáticos a respeito dos tipos de encadernação e como são feitas.

Esses são exemplos do produto final:

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Foram feitos para uma criança de 11 anos no ápice da sétima série do ensino fundamental.

Os motivos são, portanto, bem femininos e infantis. Para esses, foram utilizadas capas prontas como a primeira e a terceira da fileira de cima, uma cada da Pucca e outra da Bella. Os cadernos de baixo utilizam como base capas sujas ou rabiscadas, embrulhadas com papel de presente.

Todos eles foram feitos com costura japonesa, que trabalha com folhas sem dobra (ideal para reaproveitar uma folha quando ela foi rasgada, ou de cadernos em espiral). Bem charmosa, né?

Aqui outros exemplos legais de colagem para montar capas:

Enc Japonesa

Esses o tipo de costura é diferente, possui lombada e a costura é interna. Quando tem um caderno que restam muitas folhas e elas estão costuradas/grampeadas (como são os escolares, aqueles que rasgávamos a primeira pagina e eramos obrigados a tirar a última, sabe?), podem ser bem reaproveitadas aqui.

E a capa possui elementos de colagem que mistura papel de presente, fitas vermelhas, fitas rendadas e adesivos em geral, como a rosa e a garota do primeiro e último caderno.

Voilá! Mais um ano exercitando o carinho pelo material customizado com o que você mais gosta. =)